A declaração foi feita pelo Ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, esta segunda-feira, 17 de Março, em Luanda, ao testemunhar a assinatura dos contratos entre a Endiama e a Taaden, no âmbito do processo de saída da Alrosa das Sociedades Mineiras de Catoca e do Luele.
O acto teve como principais assinantes o PCA da empresa estatal angolana, José Manuel Ganga Júnior, e do lado do fundo apoiado pelo Sultanato de Omã, o PCA Abdul Aziz Al Maqbali.
Ao manifestar-se, à margem da cerimónia, o PCA da Endiama disse que após 15 meses de trabalho, foi encontrada a melhor solução para viabilizar as sociedades mineiras de Catoca e Luele, que representam mais de 80% da produção de diamantes em Angola. “A participação estatal permanece inalterada, com a Endiama detendo 59% e a Taaden os restantes 41% em Catoca. No Luele, a parte angolana mantém os 51%, enquanto a Taaden passa a deter 49%. Além disso, o património da Hidroxicapa foi transferido integralmente para a Sociedade Mineira do Luele”, explicou Ganga Júnior.
Por seu lado o Administrador da Taaden classificou o evento como um momento histórico para os dois Estados e sente-se “confiante em trabalhar com a Endiama”.
Ao proferir as notas finais, o Ministro Diamantino Azevedo referiu que este processo teve duas fases distintas: “a primeira, que envolveu negociações entre os governos de Angola e da Rússia, seguindo-se a orientação do Presidente João Lourenço para encontrar uma solução para os desafios do sub-sector diamantífero angolano. Após um entendimento positivo com o governo russo e a empresa Alrosa, passámos para a segunda fase, agora com um novo parceiro. Hoje, essa etapa foi finalizada com a assinatura dos acordos entre a Taaden e a Endiama”.
O governante acrescentou que esta iniciativa faz parte da reestruturação do sub-sector diamantífero de Angola, com foco na diversificação de parcerias, maior transparência na comercialização e aumento da receita para os produtores e para o governo angolano.
A Taaden é uma empresa 100% pertencente ao Fundo Soberano do Sultanato de Omã, sendo subsidiária da Maaden International Investment. Actua no sector mineiro na Ásia e em outros continentes. Com essa expansão, Angola torna-se no primeiro país africano a contar com os seus activos.